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Bagé – Colégio Auxiliadora – 17/08/11 – Conhecendo mais Dom Bosco a caminho do bicentenário de seu nascimento

Bagé – Colégio Auxiliadora – 17/08/11 – Conhecendo mais Dom Bosco a caminho do bicentenário de seu nascimento

     Expressou gratidão por todos os seus entes queridos e benfeitores, de maneira particular pelo padre Calosso. Mais tarde dirá frequentemente a seus alunos e salesianos, que "a gratidão é a virtude que mais embeleza o coração de um jovem". Esta é uma virtude que nos ajuda na conservação da juventude pessoal, e nos torna joviais!
     Alguns dias depois, Dom Bosco, isto é, padre João Bosco, vai à sua terra e, com sua mãe, irmãos, amigos de infância e adolescência e o povo, celebra o santo sacrifício da Eucaristia, memorial da vida, morte e ressurreição de Jesus.
O que, onde e como fará agora Dom Bosco? Desejava desde a infância ser padre para educar os meninos dos quais quase ninguém se ocupa. Aparecem-lhe três ótimas oportunidades com excelentes salários. a) ser educador-instrutor dos filhos de uma família nobre de Gênova; b) na sua terra natal o querem como capelão; c) desejam-no vice-pároco em Castenuovo. Há ainda a capelania nas obras de beneficência Barollo.
     Todos lhe falam em dinheiro, como se tornar-se sacerdote é para ficar rico! Mamãe margarida lhe havia dito: "Se vieres a ficar rico, saibas que não porei os pés em tua casa". Sábia mãe: a realização e a satisfação do viver não estão no dinheiro, na riqueza, nas muitas coisas. Nem na fama. A fama, diziam os latinos é fumaça. Todos os dias a mídia nos recorda isso às pampas!
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     Como o jovem padre sairá dessa situação? O que escolherá? Por quem se decidirá? Pelos filhos de uma família rica, sem grandes preocupações? Ou pelo povo de uma paróquia? Novamente recorre ao conselho de quem enxerga mais e com olhos de Deus misericordioso: padre José Cafasso. Não aceitar nada, mas ir para o Colégio Eclesiástico e completar a formação sacerdotal. Eis o conselho, quase ordem.

 
     Até este momento Bosco só conhece a pobreza da roça. Não sabe da miséria das cidades. Padre Cafasso lhe diz de caminhar pela cidade, observar. Enquanto estuda no colégio sacerdotal, Dom Bosco aproveita o tempo vago e obedece. Vê o progresso material de Turim: industrialização, novas construções, grandes negócios. Observa que muito disso é resultado do sofrimento de jovens e crianças. Não tendo como sobreviver no campo, são atraídos pelo brilho do desenvolvimento da cidade grande. Lá são explorados com até quinze horas de trabalhos pesados, em péssimas companhias. Para poder viver "roubam" e acabam na penitenciária. Não são adultos. São órfãos de onze, quinze anos… No sonho dos nove anos a então criança Joãozinho ouvira lhe dizer: "este é o teu campo de trabalho."
     Dom Bosco observa e se compadece. Reflete como pode contribuir para melhorar a situação de tanta juventude abandonada e em perigo. Em oito de dezembro lhe aparece a oportunidade de dar começo a um serviço que poucos desejam assumir! Bartolomeu Garelli, 15 anos, entra na sacristia onde Dom Bosco se preparava para celebrar a Eucaristia. O sacristão o expulsa a varadas. Dom Bosco manda que o mesmo sacristão busque o guri, "meu amigo". Terminada a missa, Dom Bosco entabula conversa com Bartolomeu e se informa da sua situação, de sua família, do que sabe fazer. Com ele reza uma Ave Maria, convidando-o a vir no próximo domingo com mais companheiros para novo encontro. Assim, com a celebração da Ceia do Senhor, Eucaristia, e com a proteção de Maria, é iniciada a grande obra salesiana. Por um padre inteligente, humilde, simples, que renuncia a seu bem-estar para o bem da juventude. Por vontade de Deus!

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