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Rio do Sul – Colégio Dom Bosco – 05/08/14 – Aluna do CDB recebe premiação nacional

Rio do Sul – Colégio Dom Bosco – 05/08/14 – Aluna do CDB recebe premiação nacional

A aluna do terceirão 2013, do colégio  Dom Bosco, de Rio do Sul , Natália Zimmemann,  ficou em 2º lugar no concurso nacional de redação da Fundação Milton Campos (FMC) . A premiação do concurso aconteceu, no dia 05 de agosto (terça-feira), em Brasilia e contou com a presença de diversas autoridades nacionais.

O tema da redação foi “Redução da Maioridade Penal: Sim ou Não? Foram usados como requisitos de avaliação da redação: fundamentação teórica, originalidade, consistência da argumentação, organização do texto, desenvolvimento do trabalho e  profundidade da análise. O objetivo da FMC, na realização deste concurso, é estimular a troca de conhecimentos e
oferecer o espaço democrático, para promover o debate de temas atuais.

Segundo Natália, receber a premiação foi emocionante, pois ganhar um concurso nacional, parecia algo quase impossível, sendo que tinha concorrentes de todo o Brasil. “Eu só caí na real quando estava lá, na cerimônia, recebendo a premiação “, comentou.

Natália foi a única representante do sul do país, a receber premiação, no referido concurso. A estudante fala com entusiasmo:  ”Se cheguei em segundo lugar, em um concurso nacional , sei que posso bem mais”.

Durante  15 anos, Natália fez do Colégio Dom Bosco, de Rio do Sul, sua 2ª casa, sendo aluna . Atualmente, é acadêmica de Direito.

Confira a redação

Brincadeira de Criança?

No Brasil, bem como em outros países, é cada vez mais perceptível o aumento do número de crianças que se envolvem no mundo do crime. Elas são geralmente vistas na companhia de traficantes maiores e julgadas, assim, como desordeiras. Possuem também seus próprios motivos para justificar as maldades que cometem. Apesar disso, ainda são tratadas de modo diferente em relação aos adultos – um modo considerado quase privilegiado, considerando que não sofrem as mesmas penalidades. Seria isso algo justo?

Um dos mais frequentes motivos pelos quais os jovens ingressam em atos criminalistas é o abandono. Muitos não possuem família ou fugiram de suas casas devido a transtornos sociais ou problemas pessoais, e, portanto, não possuem valores formados. Com isso, não distinguem o que é certo do que é errado, adaptando-se ao ambiente em que vivem e tendo como referência os mais velhos, independente das ações que praticam. Isso se aplica tanto a crianças pequenas envolvidas com casos como tráfico de drogas – o que já ocorre atualmente – quanto a adolescentes que, ao invés de estarem estudando no Ensino Médio, estão perdidos pelas ruas, muitas vezes tirando vidas de inocentes.

Contudo, se cada um é declarado responsável pelos seus atos, por que os mais novos devem possuir vantagens sobre os demais criminosos, em se tratando de julgamento? Eles não podem ser presos, mesmo cometendo os atos mais brutais e insensatos. Ademais, muitos bandidos influenciam as crianças, aproveitando-se de sua inocência e fragilidade para que façam seus serviços, já que os menores são “protegidos” pela lei. Isso é um ato de injustiça, principalmente para pessoas que perderam seus entes queridos por ações irracionais de crianças. Vale ressaltar que, sabendo de sua imunidade perante os crimes, estes jovens não medirão seus limites, e podem se tornar criminais ainda mais perigosos do que os adultos.

Desse modo, é necessário criar meios de impedir que esses menores de idade adquiram índole violenta e delituosa. Boas saídas seriam o estabelecimento de punições mais severas ou, quem sabe, maiores investimentos na área da educação – pois quem educa ensina o caminho correto. Através dessas medidas, diminuem-se os riscos de surgimento de novos bandidos, além de criar cidadãos mais honestos e comprometidos. Caso contrário, os pequenos perdem a oportunidade de terem um futuro promissor, bem como uma infância saudável. Brincadeiras de criança devem ser feitas com brinquedos, e não com armas.

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