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Porto Alegre- Colégio Dom Bosco – 08/10/2015 – Pesquisador do Instituto do Cérebro debate neurociência e educação

Porto Alegre- Colégio Dom Bosco – 08/10/2015 – Pesquisador do Instituto do Cérebro  debate neurociência e educação

Professores, funcionários, pais e alunos do Colégio e Faculdade Dom Bosco lotaram o Auditório Padre Massimi na noite desta quarta-feira (07/10), para acompanhar a palestra Neurociência e Educação, proferida pelo Dr. Augusto Buchweitz, pesquisador do Instituto do Cérebro do Rio Grande do Sul. 

Doutor em Letras, ele salientou a  importância da união entre as pesquisas das neurociências e as práticas da educação, compreendendo os processos que acontecem no cérebro das crianças durante a fase de descobertas das letras.

Através de exemplos práticos, interagindo com a plateia, o professor convidou todos a sentirem na prática os desafios enfrentados diariamente por quem apresenta características de dislexia. O  grupo foi instruído  a fechar os olhos e escrever uma frase ditada pelo especialista, mas com um detalhe: os destros usaram a mão esquerda e os canhotos, a direita.

A tarefa levou os presentes a refletir sobre como entender o disléxico e ajudá-lo no processo de alfabetização, uma vez que nestes alunos a conexão entre os estímulos do cérebro que resultam na leitura e na escrita, acontecem de maneira diferente da qual estamos acostumados.

“O cérebro não é automaticamente programado para ler”, explicou o Dr. Buchweitz. São necessários exercícios  diários e para quem tem algum transtorno de aprendizagem é preciso paciência no processo. “A criança é capaz, mas precisa encontrar outros instrumentos para que consiga finalizar as tarefas propostas”.

O palestrante falou também sobre a importância do diagnóstico precoce dos transtornos de aprendizagem e salientou  a importância da parceria entre a escola e a família neste trabalho.. “Quanto mais cedo for identificado, maiores são as chances de descobrir sua solução ou estratégias para lidar com as dificuldades.

O palestrante deixou para todos o contato do projeto ACERTA, que busca divulgar e conscientizar a comunidade escolar sobre os transtornos específicos de leitura (dislexia) e matemática (discalculia), que afetam entre 5 e 10% das crianças em todo o mundo. 

Quem quiser indicar alguma crianças entre 9 e 13 anos para uma avaliação ambulatorial no Instituto do Cérebro, deve escrever para projetoacerta@gmail.com.

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