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Rio do Sul – Colégio Dom Bosco – ENTUSIASMO E PROTAGONISMO: ALUNOS DA RSE SE DESTACAM EM DIÁLOGO COM A ONU

Rio do Sul – Colégio Dom Bosco – ENTUSIASMO E PROTAGONISMO: ALUNOS DA RSE SE DESTACAM EM DIÁLOGO COM A ONU

Liderado pelo professor de História, Cleiton Baldo, um grupo de alunos do Colégio Dom Bosco de Rio do Sul-SC está participando de um diálogo com a Organização das Nações Unidas (ONU) para a escolha do novo secretário-geral da instituição. Após terem suas perguntas selecionadas e passarem por duas etapas, eles foram convidados a estar pessoalmente em Nova York para a terceira fase do diálogo, prevista para acontecer entre os dias 12 e 15 de julho.

O secretário-geral da ONU é um símbolo dos valores e ideais das Nações Unidas e porta-voz dos interesses dos povos do mundo, especialmente os mais pobres e vulneráveis. Sabendo da importância do cargo, a ONU está realizando, pela primeira vez em sua história, um diálogo com membros da sociedade civil de todo o mundo para a escolha do novo secretário-geral. Os candidatos respondem a perguntas selecionadas pela ONU entre as questões enviadas de toda parte do mundo.

Com participação de destaque nos diálogos, um grupo de alunos do Colégio Dom Bosco de Rio do Sul-SC, orientados pelo professor de História Cleiton R. Baldo, está representando muito bem o Brasil e a Rede Salesiana de Escolas nessa iniciativa, com perguntas escolhidas e divulgadas pela ONU nas duas etapas do debate.

O incentivo à participação no projeto veio do próprio professor Cleiton, que soube da proposta da ONU por acompanhar a instituição e tudo o que se refere ao tema das políticas públicas. “Sou um entusiasta da participação da sociedade civil na construção de políticas públicas e nas demais esferas governamentais, e isso me leva a acompanhar os trabalhos de diversas organizações, dentre elas a ONU. Foi assim que tomei conhecimento deste processo inédito de diálogo com a sociedade civil e não poderia jamais abrir mão de envolver-me e envolver nossos alunos”, relata.

Protagonismo e destaque

Nos diálogos ocorridos em abril, foram selecionadas as questões dos alunos salesianos Cristian Piehowiak, Leonardo Buzzi e Letícia Meyer, que levantaram discussões acerca do Conselho de Segurança, da desigualdade social e da violência contra a mulher. Eles ficaram entre os 30 membros da sociedade civil escolhidos entre mais de mil participantes de todo o mundo. Leonardo e Letícia tiveram seus questionamentos colocados diante da Assembleia Geral. Já o do aluno Cristian somou-se aos divulgados pela ONU, via mídias sociais, para promover o debate. Na segunda etapa, realizada no dia 7 de junho em Nova York, novamente a escola salesiana foi selecionada, com dois novos alunos: Laura Sofia Zandonai e Guilherme Fronza da Silva. Dessa vez, entre mais de 1.500 participantes de mais de 70 países. Laura e Guilherme tiveram seus questionamentos colocados na pauta da Assembleia Geral para compor uma nova lista de 30 perguntas submetida ao presidente da Assembleia Geral, Sr. Mogens Lykketoft.

“Um dos principais objetivos da Organização das Nações Unidas é zelar pela segurança e promover os direitos humanos, sendo assim, que medidas serão tomadas diante de inúmeras denúncias de violência sexual por parte dos soldados integrantes das Missões de Paz?” Perguntas como essa, feita pela aluna Letícia Meyer, têm impressionado os membros da ONU, por serem diretas e pertinentes. “Verdadeiramente extraordinário”, registrou Susan Alzner, chefe do “UN Non-Governmental Liaison Service”, escritório de Nova York.

Resultado: professor e alunos foram convidados para participar presencialmente na sede das Nações Unidas das etapas das quais foram selecionados e das etapas subsequentes. A próxima etapa deve ocorrer entre os dias 12 e 15 de julho. Agora, com a presença em Nova York do professor Cleiton Baldo e do aluno Cristian Piehowiak, que vão representar o grupo na assembleia.

Fazer parte da história

“A experiência foi, e tem sido, fantástica. Não é só o fato de ter seu trabalho reconhecido pela ONU, mas você perceber uma ressignificação do processo de ensino-aprendizagem de História. Nunca, em toda minha atividade profissional, vi alunos sentindo uma História tão viva, não mais desconectada do presente e internalizando sua extrema significância para a construção de um futuro melhor”, avalia Cleiton.

O entusiasmo dos alunos que participam dessa ação corrobora a fala do educador. “Levo dessa experiência maior aprendizado, maior conhecimento de mundo e das pessoas, maior entendimento da história e seus processos e especialmente participação efetiva em decisões tão importantes para o mundo”, afirma o aluno Leonardo Buzzi.

Já o aluno Cristian Piehowiak diz ter descoberto, com essa experiência, um caminho para a mudança da realidade, em vários níveis, com base na participação social. “Fiquei muito mais interessado em saber sobre as decisões tomadas a nível mundial, além de despertar a vontade de criticar e participar de algumas ações realizadas pelos órgãos municipais, estaduais, federais e mundiais. Compreendi que uma verdadeira mudança é possível. Começamos pelo Colégio Dom Bosco, quando tomamos essa iniciativa de enviar nossos questionamentos para a ONU. Acredito que são essas pequenas atitudes que podem mudar o mundo”, ressalta.

“Assim a gente transforma o mundo”

“A ONU é um dos organismos internacionais mais importantes e significativos de nossa História recente, sendo responsável por mudanças significativas para a garantia dos Direitos Humanos”, lembra Pe. Dirceu Belotto, diretor do Colégio Dom Bosco. Ele pontua que, como toda instituição humana, ela também é marcada por contradições e desafios, por debates políticos e ideológicos que querem muitas vezes tirar-lhe o significado e a identidade.

Por isso, o trabalho do professor Cleiton, ao perceber a importância desse momento e sensibilizar seus alunos para participar desse momento histórico, é louvável. “Ter as questões escolhidas e receber o convite para estar acompanhando de perto esses debates é uma forma de reconhecimento valiosa, pois nos dá a certeza de que no Colégio Dom Bosco de Rio do Sul, e na RSE como um todo, estamos no caminho certo, formando ‘bons cristãos e honestos cidadãos’, como queria Dom Bosco”, afirma.

O professor Cleiton também enxerga essa conquista dessa forma, como parte de uma educação que coloca o protagonismo do jovem no centro de suas ações. “Nada é por acaso ou fruto de mérito individual. O resultado é fruto de toda uma coletividade de profissionais, daqueles que ajudam, ou um dia ajudaram, a formar estes estudantes, é resultado de uma maneira de educar comprometida com a formação integral do ser humano, é resultado dos mais sólidos princípios da educação salesiana”, conclui.

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