Institucional

História da Inspetoria

História da Inspetoria

O anúncio da criação da nova Visitadoria “SÃO PIO X” foi feito durante o 18º Capítulo Geral, na “Boa-noite” do dia 9 de agosto de 1958.

No dia 29 de setembro de 1958, o P. Alfredo Bortolini, diretor do Colégio São Paulo de Ascurra é nomeado superior da nova Visitadoria e no dia 23 de novembro de 1958 ela é instalada oficialmente no Colégio Dom Bosco de Rio do Sul, SC.

Constituía-se de onze comunidades e 156 salesianos. Sediava-se em Rio do Sul, SC. Posteriormente foi transferida para Porto Alegre que oferecia melhores condições de comunicação com o restante do mundo salesiano.

Aos 31 de janeiro de 1963, ano da morte de João XXIII, passou a ser Inspetoria. Nesta ocasião já eram treze as comunidades e 215 os salesianos.

Os três núcleos iniciais

Rio Grande do Sul

Embora de recente criação a inspetoria tem algumas das casas mais antigas do Brasil.

Leão XIII, em 1894, em carta dirigida aos bispos brasileiros aconselhava-os vivamente a recorrerem ao auxílio dos religiosos para os trabalhos pastorais de suas dioceses.

Seguindo este conselho, Dom Cláudio José Gonçalves, dirigia-se imediatamente a Dom Lasagna, solicitando-lhe salesianos para dirigirem uma escola de artes e ofícios na cidade de Rio Grande. Não podendo este atendê-lo, dirigia-se Dom Cláudio ao P. Rua, que somente em 1901 pôde atendê-lo. Assim, neste ano, com casa doada e viagem paga pelo P. Otaviano Pereira de Albuquerque, chegavam a Rio Grande os salesianos.

Em 1902, foram erigidas canonicamente as 31 inspetorias salesianas da Congregação. Entre elas três brasileiras: S. Afonso de Ligório, no Mato Grosso; S. Luiz Gonzaga, em Pernambuco e N. Senhora Auxiliadora, em São Paulo.

A casa de Rio Grande passou então a pertencer à Inspetoria de São Paulo. Em 1903, por sua proximidade do Uruguai, a casa é assumida pela inspetoria S. José do Uruguai e Paraguai, a qual pertencerá também a casa de Bagé, fundada em 1904. Em 1912 estas duas casas foram incorporadas à Inspetoria de São Paulo.

Em Rio Grande os salesianos ocuparam-se mais dos órfãos e dos filhos dos operários. Em Bagé, dos filhos de fazendeiros e do povo em geral.

Depois destas duas fundações, somente em 1946, quarenta anos depois, surge outra em Porto Alegre, pelo dinamismo e pioneirismo do P. José Massimi.

Em 1959 aceitou-se, por 25 anos, a paróquia Sagrado Coração de Jesus de Santa Rosa, com o compromisso de fundar um ginásio católico masculino, de que carecia a cidade. Uma das intenções dos salesianos, ao aceitar uma obra naquela região, era a busca de vocações.

O Rio Grande do Sul sempre fora celeiro de vocações, provenientes sobretudo de suas regiões coloniais, como Santa Rosa.

Em 1963 transfere-se para os salesianos o Novo Lar de Menores de Viamão, que lhes propicia um trabalho concreto com o menor abandonado. E em 1971 se aceita em Santa Rosa a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Dom Bosco abrindo a inspetoria para o ensino de 3º grau.

Santa Catarina

Nada melhor do que relatar sinteticamente o que se encontra no volume IV dos “Annali della Società Salesiana”, às páginas 206 e 207, para conhecer o surgimento do 2º importante núcleo de nossa inspetoria: “No pequeno Estado de S.Catarina, os salesianos assumiram uma obra “sui generis”,chamada “Missão” de S. Catarina. Não se tratava, claro, de missão, em sentido estrito, pois aí havia cristãos e não pagãos.

O Estado tinha uma população aproximada de 700.000 habitantes,em sua maioria italianos, alemães e poloneses.

A paz religiosa entre italianos e alemães, era perturbada por grande rivalidade. Para superar esta situação desagradável, criou-se, em 1913, uma paróquia italiana, em Ascurra. Porém, seu vigário, em 1914, foi para a Itália e não mais voltou. Agravaram-se os atritos. O governador do Estado conversa a respeito com o real Cônsul italiano de Florianópolis. Este pede padres salesianos ao governo italiano para assumirem a paróquia de Ascurra e outras que fossem criadas nas redondezas. Alegava que os salesianos seriam muito úteis não somente para o progresso religioso, mas também econômico da região. Dom Joaquim Domingues de Oliveira mostrou-se favorável, pois nutria grande simpatia para com os salesianos.

Em 1916 os salesianos efetivamente assumiam a paróquia de Ascurra. Logo em seguida foi dividida em seis, todas atendidas pelos salesianos.

P. Tirone, em sua visita de 1931, descreve rapidamente as seis paróquias da singular missão: Ascurra, Luiz Alves, Nova Breslau, Rio dos Cedros, Rio do Sul e Rio do Oeste.

Os salesianos da missão dependiam religiosanente do superior de Ascurra. Aí se reuniam todos os meses, para o exercício da boa morte, solução do caso de moral, exposição das dificuldades e consultas recíprocas. As reuniões eram feitas em dois turnos, pois alguém devia permanecer sempre na paróquia.

A casa paroquial de Ascurra atendia uma escola elementar externa e abrigava os aspirantes. Ali se recolhiam os aspirantes também das outras paróquias.

As paróquias de Presidente Getúlio (Nova Breslau), Rio do Oeste e Luiz Alves, mais tarde, foram cedidas ao clero diocesano e a outros religiosos, ante a impossibilidade de se constituir junto a elas uma obra salesiana, como era vontade dos superiores de Turim.

Em Santa Catarina, como acontecera também no Rio Grande do Sul, somente 42 anos mais tarde surgem novas obras salesianas em Itajaí (56) e Joinville (61).

Paraná

Em 1958, a pedido do Arcebispo de Curitiba, Dom Emanuel da Silveira D’Elboux, os salesianos iniciam suas atividades apostólicas na Vila Guaíra de Curitiba, bairro periférico. Atendia-se ao povo e aos domingos e dias festivos funcionava o oratório. Iniciou-se logo a construção de um prédio onde deveria funcionar o ginásio.

Em 1964 é entregue aos salesianos, em definitivo a paróquia S.Cristóvão. Em 67 inicia-se o funcionamento do ginásio.

Nesta época já funcionava a escola primária paroquial. De 70 a 77 o ginásio é administrado pelo Estado. Em 77 os salesianos passam a atender também a paróquia do Menino Jesus de Praga da Vila Lindóia. Em julho de 79 os noviços ocupam o prédio do ginásio, ocioso desde 78.

Durante longo tempo pensou-se em Curitiba como lugar mais adequado para os estudantes de filosofia. O terreno fora adquirido para isto e até a construção tinha sido iniciada.

Após muitas e insistentes tentativas de Dom Antônio Mazzaroto e de Dom Geraldo Pellanda, em 1966 destacava a inspetoria um sacerdote para trabalhar em Ponta Grossa, na construção do Colégio Josefino e no atendimento pastoral da região da Vila Marina. Em 1970 foi criada e confiada aos salesianos a Paróquia N. Senhora Auxiliadora e em 74 é transferida para Ponta Grossa a primeira série do 29 Grau do aspirantado de Ascurra.

Em 1977, também após muita insistência de Dom Frederico Helmel, a inspetoria assume uma paróquia e um centro juvenil nas periferias de Guarapuava.

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